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POLÍTICA E DEMOCRACIA EM ÁFRICA: DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS E NOVAS PERSPECTIVAS
Vol. 14 N.º 21 (2026)A presente edição da Revista Síntese, dedicada ao tema “Política e Democracia em África: Desafios Contemporâneos e Novas Perspectivas”, visa proporcionar uma análise crítica e interdisciplinar sobre os múltiplos desafios enfrentados pelas democracias africanas, refletindo simultaneamente sobre oportunidades e estratégias para fortalecer práticas políticas, participação cidadã e construção de instituições mais transparentes e inclusivas. As contribuições reunidas exploram dimensões políticas, sociais, económicas, culturais, comunicacionais e jurídicas, destacando a necessidade de repensar a democracia a partir das realidades africanas, considerando experiências históricas, dinâmicas sociopolíticas e transformações tecnológicas. -
N.º 1 (1)
A Revista Síntese é um espaço de debate académico da Faculdade de Ciências Sociais que nasce com o objectivo de promover o debate, a discussão e a divulgação em torno de temas sociais e educacionais das áreas de Antropologia, Filosofia, Geografia e História. Síntese foi o nome escolhido justamente para dar a ideia de fusão temática das áreas referenciadas. Dir-se-ia tratar-se de uma síntese social. A Revista também destina-se comunidade universitária e tem como meta consolidar-se como um canal de expressão da cientificidade. Ciente da sua juventude ela aparece primeiro como um desafio e, segundo, buscando contribuições que a ajudem a crescer . Agradece-se, desde de já, a todos aqueles que a idealizaram e a todos os que deram corpo a este instrumento de exercício e divulgação da academia, a começar pelo Magnífico Reitor, passando pela Direcção da Faculdade, nas pessoas do seu Director, chefes de departamentos e corpo redactorial. Finalmente, fundamental o agradecimento aos docentes que disponibilizaram os primeiros artigos e aos que futuramente com o seu nome e singela contribuição ajudarão a Revista a crescer.
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N.º 4 (1)
A Revista Síntese apresenta, neste seu quarto número, mais artigos de pesquisa efectuados pelos docentes da Faculdade de Ciências Sociais. Na área da Antropologia destaca-se o artigo: “A Kutchinga: para uma mitigação de riscos individuais e colectivos em novos contextos existenciais através de uma educação híbrida”, do dr. Duarte António Himua. Na área de História fazem parte deste número: “A emergência dos goeses em Moçambique: notas soltas”, do Mestre Lázaro Impuia; “Algumas considerações sobre o ensino primário no território sob a administração da Companhia de Moçambique, 1911-1923”, do Mestre Filipe Pitrosse e “Museus e ensino de História”, do dr. Jorge Jairoce. Na área de Geografia fazem parte os seguintes artigos: “Em torno da posição da geografia como disciplina independente”, do Mestre Januário Língua e “Turismo e Desenvolvimento Local”, do Mestre José Júlio Júnior Guambe.
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N.º 5 (2)
A Revista Síntese no cumprimento da sua missão de divulgação científica-pedagógica da Faculdade de Ciências Sociais está no seu ano II. Ao inaugurar esta nova fase e inspirada no desejo dos docentes da Faculdade, pretende continuar a constituir um espaço privilegiado de debate. Neste primero número do segundo ano são apresentados os seguintes artigos: do ramo da Antropologia “Negociação e (re)construção de saberes: duas experiências de formação em Antropologia da Saúde”, do docente João L. Vaz Nobre; do ramo da Filosofia “Etnofilosofia e Educação Filosófica: alguns exemplos tirados da língua Chope”, do professor Vicente Raul Likwekwe e “Avaliação da inclusão da disciplina de Filosofia no Ensino Secundário Geral” do docente António Xavier Tomo; da área da Geografia “Reflexões sobre o ensino da Geografia em Moçambique” da professora Rachael Elizabeth Tompson, “O papel das figuras: o livro escolar da 10ª classe do ESG” da professora Alice Castigo Binda Freia, “O Turismo em Moçambique: algumas questões para reflexão” do professor José Julião da Silva e “A Educação à Distância em Moçambique: reflexão sobre a interacção dos intervenientes no processo”, da docente Suzete Lourenço Buque; do ramo da História “Subsídios sobre a origem dos chopes, a luz das contribuições metodológicas da História Nova e Micro-história” do professor Hipólito Sengulane e “Breve reflexão sobre o ensino de História (ESG, 1º Ciclo) em Moçambique” do professor José Luís Barbosa Pereira. O artigo “Reflexões sobre o ensino da Geografia em Moçambique” da professora Rachael Elizabeth Thompson constituiu uma comunicação à Associação dos Geógrafos Moçambicanos (em formação). Já o artigo referente ao ensino à distância da professora Suzete Lourenço Buque, a despeito de ter sido enquadrada nos dossiers da Geografia, traz uma contribuição que é válida para as outras áreas de ensino. O mesmo se pode dizer do artigo do professor José Luis Barbosa Pereira que apesar de focalizar a análise na área do ensino de História, traz uma contribuição que pode ser generalizada.
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N.º 6 (2)
Na procura da diversificação das suas matérias, a Revista Síntese inclui neste número uma entrevista concedida pelo Magnífico Reitor da Universidade Pedagógica em torno da revitalização do movimento de pesquisa que actualmente a universidade conhece. Neste número são apresentados os seguintes artigos: do ramo da Filosofia “Currículo local do Ensino Básico em Moçambique: finalmente os saberes locais vão entrar oficialmente na escola?”, do professor José Paulino Castiano e “Uma perspectiva da Sociologia da Educação nos clássicos: Emile Durkheim e a educação para a sociedade”, do docente Bento Rupia Júnior; da área da Geografia “Currículo local: uma perspectiva da educação ambiental”, do professor Gustavo Sobrinho Dgedge e “Novo papel da escola e do ensino da Geografia”, do professor Januário Língua; do ramo da História “Diversidade cultural, inclusão social e o ensino e pesquisa em História na universidade”, da professora Yara Maria Aun Khoury da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil, “Reajustamento estrutural e a tragédia da dívida africana” do professor Carlos Mussa e “Integração das lideranças tradicionais no quadro político-administrativo colonial no centro de Moçambique”, do docente Milton Marcial Meque Correia. O artigo “Diversidade cultural, inclusão social e o ensino e pesquisa em História na universidade”, da professora Yara Maria Aun Khoury, constitui uma comunicação apresentada aos mestrandos de educação/ensino de História, no âmbito da abertura do curso na Universidade Pedagógica.
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N.º 8 (3)
A Revista Síntese nº 8, constitui mais um passo na produção científica da Faculdade de Ciências Sociais. Como é sua vocação publica neste número artigos dos departantos de Antropologia, Filosofia, Geografia e História. Neste número são apresentados os seguintes artigos: do ramo da Antropologia “Ecologia social e história: fundamentos para discursos e práticas etnocêntricas e formação da multiplicidade cultural em Moçambique”, do docente Martinho Pedro e “O monte Unango e a origem das terras tradicionais dos régulos Calange, Nampanda e Chipango”, do docente José Alberto Raimundo; da área de Filosofia “Aporias da crise da moral em Moçambique”, do docente Mário Alberto Viegas; da área da Geografia “Os meios de ensino de Geografia: sua contribuição para o desenvolvimento de actividades dos alunos na sala de aulas”, da professora Maria Verónica Francisco Mapatse, “Impacto Sócio – Económico da Actividade Turística em Mocambique: o caso da Ilha de Inhaca (2000-2004)”, do docente Dário Manuel Isidoro Chundo; e do ramo da História “Política e sistemas de administração colonial em África”, do docente Carlos Mussa, “Alguns subsídios sobre a evolução político-administrativa do território sob administração da Companhia de Moçambique, 1892-1933”, do professor Filipe Pitrosse.
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N.º 10 (5)
Ao se pensar na filosofia – num contexto em que o mundo atravessa a mundialização e tudo o que daí advêm – fomos chamados no ano de 2010 a re-pensar sobre o papel da filosofia na sua dimensão social ao nível da CPLP. Atendendo ao facto de que a esfera social da nossa era perpassa os limites do global, vimo-nos interpelados à redimensionar o nosso olhar filosófico a uma abordagem intercultural, onde países como Angola, Brasil, Portugal, Moçambique, entre outros – irmãos – têm a “obrigação” de fixarem os seus discursos teóricos e filosóficos, sobre a nossa realidade social.
O que se tornou interessante na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Pedagógica de Moçambique, foi ter-se tido a iniciativa de olhar a filosofia como um instrumento, que não só constrói os alicerces das “empresas utópicas” para fazer valer as verdades do amanha, mas sobretudo, o interesse de pensar-se num debate filosófico que no mesmo instante que vai construindo a história do futuro, se preocupa também em fazer respostas imediatas aos problemas presentes do nosso caminhar existencial. Aliás, não foi por acaso que o Lema do Congresso de Filosofia de 2010 foi: Filosofia e Metamorfoses Sociais na CPLP.
A Revista Síntese número 10 preservará a estrutura e o formato do número anterior, que foi marcado por algumas alterações aquando da constituição de um renovado grupo de trabalho, desde a direcção da Revista, a constituição dos comité e conselho editoriais, entre outros aspectos. Porém, contamos com a colaboração do Professor Bento Rupia, em função de ter regressado do Brasil, no contexto do doutoramento que estava a realizar naquele país. Aliás, com a sua presença, a revista passou a fazer parte do Centro de Pesquisa da Faculdade de Ciências Sociais (CEPCIS) que ele é digno dirigente.
Pelo facto deste número fazer parte de uma edição especial da Revista Síntese, no contexto da publicação dos artigos apresentados no Congresso Internacional de Filosofia organizado pelo Departamento de Filosofia em 2010, não trazemos desta vez as recensões cuja inovação foi pensada a partir do número anterior. Esperamos que os presentes textos possam constituir-se em mais um instrumento do nosso repertório teórico-filosófico para um exercício melhorado do nosso pensar- social glocal de um Moçambique demarcado pelas fronteiras da CPLP e do mundo. -
N.º 11 (6)
A Revista Síntese nº 11 marca uma viragem paradigmática e um salto qualitativo no concernente ao corpo editorial e à abordagem dos conteúdos. De facto, a Revista passa a divulgar os resultados dos estudos realizados em diferentes áreas das Ciências Sociais e Filosóficas, nomeadamente: Antropologia, Filosofia, História, Sociologia e Direito, áreas que compõem a linha editorial da Revista. Elas são fruto de metamorfoses ocorridas em 2014, ano em que a Faculdade deixou de ser designada por Faculdade de Ciências Sociais e passou a ser designada por Faculdade de Ciências Sociais e Filosóficas. Esta mudança implicou a saída do Curso de Geografia para formar a Faculdade da Terra e abertura de novos cursos e linhas de pesquisa na Faculdade nascente.
O número 11 marca um crescimento qualitativo no tocante a cientificidade dos artigos, graças a internacionalização da Revista. Na verdade, contamos neste presente momento com um conselho editorial, pareceristas nacionais e internacionais. Os pareceristas internacionais são das universidades portuguesas, brasileiras, angolanas e sul africanas. Contamos também com os pareceristas das universidades moçambicanas. Entretanto, duma forma genérica, contamos com a colaboração da: Universidade Eduardo Mondlane, Universidade São Tomas de Moçambique, Universidade A Politécnica, Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade Nova de Lisboa, Pontifícia Universidade Católica – PUC – Goiás, Pontifícia universidade Católica – São Paulo, Pontifícia Universidade Evangélica Sinodal de Angola e, obviamente, os da Universidade Pedagogia, proprietária da Revista.
Os artigos publicados neste número são das áreas de Filosofia, História e Sociologia. De uma forma sintética, os autores apresentam as suas lucubrações atinentes aos golpes por que passou e continua a passar a Filosofia e os seus sucessivos soerguimentos ao longo da sua história (Viegas); interpretação da concepção da Modernidade em Habermas e Sloterdijk (Tivane); reflectir sobre as novas formas de pensar e construir os saberes universais e os saberes locais que caracterizam a prática docente (Basílio); mostrar as diferentes finalidades que a educação formal (ensino) procurou alcançar ao longo do tempo no nosso país (Ramijo); discutir a problemática de luta de libertação nacional em África e em Moçambique em particular (Mussa); reflectir sobre os contos de tradição oral como fonte histórica concreta, simples e fiável, no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de Ciência Sociais do Ensino Básico em Moçambique (Chicapula) a actual situação da sociedade civil moçambicana e suas organizações, do ponto de vista sociológico, no que tange ao seu papel na formulação e avaliação de políticas sociais, no âmbito da democracia participativa, desde a Constituição da República de Moçambique de 1990 – que trouxe a abertura para a liberdade de associação e de expressão, bem como a de participação política – até aos dias de hoje/2016. (Domingos).
Para terminar, queremos agradecer as Universidades que, de uma forma incondicional, aceitaram colaborar para o crescimento científico da Universidade Pedagógica, agradecer de igual modo os autores dos artigos presentes neste número pela dedicação e confiança aos nossos patrocinadores, que aceitaram financiar a publicação e o lançamento da Revista. Estamos confiantes de que o presente número vai contribuir para a internacionalização da universidade e, mormente, para a criação de um repertório científico para os futuros debates e para o crescimento da Escola Moçambicana de Pensamento.