N.º 11 (6)
A Revista Síntese nº 11 marca uma viragem paradigmática e um salto qualitativo no concernente ao corpo editorial e à abordagem dos conteúdos. De facto, a Revista passa a divulgar os resultados dos estudos realizados em diferentes áreas das Ciências Sociais e Filosóficas, nomeadamente: Antropologia, Filosofia, História, Sociologia e Direito, áreas que compõem a linha editorial da Revista. Elas são fruto de metamorfoses ocorridas em 2014, ano em que a Faculdade deixou de ser designada por Faculdade de Ciências Sociais e passou a ser designada por Faculdade de Ciências Sociais e Filosóficas. Esta mudança implicou a saída do Curso de Geografia para formar a Faculdade da Terra e abertura de novos cursos e linhas de pesquisa na Faculdade nascente.
O número 11 marca um crescimento qualitativo no tocante a cientificidade dos artigos, graças a internacionalização da Revista. Na verdade, contamos neste presente momento com um conselho editorial, pareceristas nacionais e internacionais. Os pareceristas internacionais são das universidades portuguesas, brasileiras, angolanas e sul africanas. Contamos também com os pareceristas das universidades moçambicanas. Entretanto, duma forma genérica, contamos com a colaboração da: Universidade Eduardo Mondlane, Universidade São Tomas de Moçambique, Universidade A Politécnica, Universidade do Minho, Universidade do Porto, Universidade Nova de Lisboa, Pontifícia Universidade Católica – PUC – Goiás, Pontifícia universidade Católica – São Paulo, Pontifícia Universidade Evangélica Sinodal de Angola e, obviamente, os da Universidade Pedagogia, proprietária da Revista.
Os artigos publicados neste número são das áreas de Filosofia, História e Sociologia. De uma forma sintética, os autores apresentam as suas lucubrações atinentes aos golpes por que passou e continua a passar a Filosofia e os seus sucessivos soerguimentos ao longo da sua história (Viegas); interpretação da concepção da Modernidade em Habermas e Sloterdijk (Tivane); reflectir sobre as novas formas de pensar e construir os saberes universais e os saberes locais que caracterizam a prática docente (Basílio); mostrar as diferentes finalidades que a educação formal (ensino) procurou alcançar ao longo do tempo no nosso país (Ramijo); discutir a problemática de luta de libertação nacional em África e em Moçambique em particular (Mussa); reflectir sobre os contos de tradição oral como fonte histórica concreta, simples e fiável, no processo de ensino e aprendizagem da disciplina de Ciência Sociais do Ensino Básico em Moçambique (Chicapula) a actual situação da sociedade civil moçambicana e suas organizações, do ponto de vista sociológico, no que tange ao seu papel na formulação e avaliação de políticas sociais, no âmbito da democracia participativa, desde a Constituição da República de Moçambique de 1990 – que trouxe a abertura para a liberdade de associação e de expressão, bem como a de participação política – até aos dias de hoje/2016. (Domingos).
Para terminar, queremos agradecer as Universidades que, de uma forma incondicional, aceitaram colaborar para o crescimento científico da Universidade Pedagógica, agradecer de igual modo os autores dos artigos presentes neste número pela dedicação e confiança aos nossos patrocinadores, que aceitaram financiar a publicação e o lançamento da Revista. Estamos confiantes de que o presente número vai contribuir para a internacionalização da universidade e, mormente, para a criação de um repertório científico para os futuros debates e para o crescimento da Escola Moçambicana de Pensamento.