Turismo e Conservação em Moçambique: complementaridade ou concorrência?
Palavras-chave:
Turismo, Conservação, Concorrência, Complementaridade, MoçambiqueResumo
Com o presente artigo pretende-se abrir uma reflexão sobre a relação entre o turismo e a conservação em Moçambique procurando evidenciar os aspectos em que são concorrentes e complementares. Para o desenvolvimento da presente reflexão, além da percepção dos autores a respeito do assunto abordado, buscou-se fazer interpretações de estudos sobre a temática em pauta. Assim, apoiou-se numa revisão bibliográfica e em documentos oficiais aos quais se procurou fazer uma interpretação. Os resultados do estudo revelam que, com efeito o turismo e a conservação são concorrentes, pois competem pelos mesmos recursos. Enquanto a Conservação busca pela manutenção do estado de suas componentes, o turismo procura usá-los ou consumi-los. No entanto, apesar dessa concorrência, estas duas actividades complementam-se, pois uma acaba sendo condição para a existência da outra. O processo de conservação envolve custos, sendo que o turismo aparece como uma condição necessária para custear, se não a totalidade, pelo menos, parte das actividades necessárias para assegurar que o processo se efective. Ademais, as áreas de conservação ao serem colocadas ao serviço do turismo passam a contribuir para o desenvolvimento. Assim, pode-se dizer que, por razões económicas, as áreas de conservação são alienadas.